É preocupação de ambientalistas e ONG’s que o comportamento econômico da emergente classe C não se reflita em consumismo e degradação ambiental.
O cenário futuro não é animador. O estudo “A Evolução da classe média e o seu impacto no varejo” divulgada em 29 de fevereiro de 2012 pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) revela que o aumento do consumo percapita (por pessoa) das famílias brasileiras das classes C e D será de quase 50%. De acordo com estudo do instituto Data Popular baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oconsumo da classe C deve subir 7% ao ano.
Segundo relatório anual do Worldwatch Institute, o culto ao consumismo pode acabar com todos os avanços das ações governamentais em direção ao combate das mudanças climáticas.
Eventos pautados pela ecologia, como a Rio + 20, que acontecem no Brasil, procuram trazer para dentro do país questionamentos ambientais e o consumo consciente. Porém, eles não vêm sendo compreendidos e valorizados pela a classe C por conta de sua dificuldade de assimilação. Esse segmento social se preocupa com a questão da qualidade do produto somente quando isso significa algum tipo de economia, não quando isso significa preservação. Este consumidor quer se preocupar com seu dia a dia. Ele não tem a intenção de salvar o mundo.
Essa aparente falta de consciência deve-se ao fato de o crescimento da classe C ter acontecido de forma muito rápida, apenas no aspecto financeiro. As limitações culturais permanecem e, com elas, as limitações de compreensão de conceitos refinados como o da sustentabilidade.
Para que a melhora do poder aquisitivo da classe C não seja uma uma ameaça potencial ao futuro do planeta, é necessário que esse setor tenha acesso à cultura e à educação. Somente através dainformação, da reflexão e da consciência é que poderemos ter uma sociedade ecologicamente viável.
Gerente de Projetos
Dataprisma Comunicação Interativa - Blumenau
Nenhum comentário:
Postar um comentário